Anestesiei o sol.
Cortei-o com um bisturi de perguntas.
Do seu fundo encontrei uma interrogação,
Com a qual o peso não fui capaz.
Interroguei a lua.
Paralisei-a com um trem de verdades.
Nos seus olhos perdi uma ironia,
Com a qual a falta não fui capaz.
Tudo que me falaram foi:
Pra olhar ao reflexo do estereótipo,
Que com o tempo, o espelho da personalidade
Mistura a ficção com a realidade
!
Minha fé está sendo balançada
E minhas mãos começam a tremer.
Se não há luz de onde venho,
Por que a estranheza quando começa a chover?
Meu coração começa a agitar
E meus cabelos se mexem com a brisa.
Se não há luz de onde venho,
Por que ver aonde meu pé pisa?
Estou tão alto que nem os pássaros me alcançam,
Mas me sinto no chão mais que uma arvore enraizada.
Me de o estranho que lhe transformarei num origami
E sentirá que a vontade de ser maior não está fichada.
As sombras lhe trarão obscuridades incompreensíveis
E fatos que não deixarão o seu sono se enturmar.
Se for disso que precisa, experimente das nuances do sentir,
Mas ao vir, não se esqueça de bater na porta antes de entrar
.
E minhas mãos começam a tremer.
Se não há luz de onde venho,
Por que a estranheza quando começa a chover?
Meu coração começa a agitar
E meus cabelos se mexem com a brisa.
Se não há luz de onde venho,
Por que ver aonde meu pé pisa?
Estou tão alto que nem os pássaros me alcançam,
Mas me sinto no chão mais que uma arvore enraizada.
Me de o estranho que lhe transformarei num origami
E sentirá que a vontade de ser maior não está fichada.
As sombras lhe trarão obscuridades incompreensíveis
E fatos que não deixarão o seu sono se enturmar.
Se for disso que precisa, experimente das nuances do sentir,
Mas ao vir, não se esqueça de bater na porta antes de entrar
.
Desculpe-me as falas, sim?
Não tenho nada mais a oferecer.
Nem ao menos segredos de botequim,
nem ao menos ecos de um anoitecer.
Desculpe-me a indiferença.
Vejo que não posso fazer o contrário.
Não como se fosse uma convalescença,
mas mais como algo involuntário.
Desculpe-me os sinais.
Queria confusão outrossim,
com uma calmaria, ademais.
Mas são apenas tiros de festim.
Desculpe-me lhe fazer pensar
que pareço interessado em ser desculpado.
Meus olhos tendem a lhe enganar,
fingindo que de culpa, me sinto culpado.
Desculpe-me o sarcasmo... é que me divirto
.
Não tenho nada mais a oferecer.
Nem ao menos segredos de botequim,
nem ao menos ecos de um anoitecer.
Desculpe-me a indiferença.
Vejo que não posso fazer o contrário.
Não como se fosse uma convalescença,
mas mais como algo involuntário.
Desculpe-me os sinais.
Queria confusão outrossim,
com uma calmaria, ademais.
Mas são apenas tiros de festim.
Desculpe-me lhe fazer pensar
que pareço interessado em ser desculpado.
Meus olhos tendem a lhe enganar,
fingindo que de culpa, me sinto culpado.
Desculpe-me o sarcasmo... é que me divirto
.
Aonde estava o chão quando eu estava alto?
Os olhos distantes nos mostram como superar.
Aonde eu estava no ultimo pôr-do-sol?
Os erros voltam para nos perpetuar.
Mas como julgar o certo se não errar?
O bom senso no mínimo deveria ajudar.
Cera quente, silêncio profundo, um céu a rezar.
Muitos acreditam por se fazer acreditar.
Acorde para nosso ultimo adeus.
Coisas especiais mudam para se eternizar.
Acorde para nosso ultimo olhar
Pessoas especiais se vão para não voltar.
O que nos restará, se não continuar?
Olhar para trás, já me fez tropeçar.
Deslizei muito até chegar a nenhum lugar,
mas no final da pista a esperança ainda estava lá
.
Os olhos distantes nos mostram como superar.
Aonde eu estava no ultimo pôr-do-sol?
Os erros voltam para nos perpetuar.
Mas como julgar o certo se não errar?
O bom senso no mínimo deveria ajudar.
Cera quente, silêncio profundo, um céu a rezar.
Muitos acreditam por se fazer acreditar.
Acorde para nosso ultimo adeus.
Coisas especiais mudam para se eternizar.
Acorde para nosso ultimo olhar
Pessoas especiais se vão para não voltar.
O que nos restará, se não continuar?
Olhar para trás, já me fez tropeçar.
Deslizei muito até chegar a nenhum lugar,
mas no final da pista a esperança ainda estava lá
.
- Olá, como se chama?
- Meu nome é Falsidade, mas muitos me chamam de Fama!
- E o que faz perdida na rua, dormindo sem cama?
- Mas tu é um impertinente, que com essas perguntas, minha dor só inflama!
- Me desculpe, esqueci de me apresentar. Meu nome é Curiosidade, mas muitos me chamam de Importuno.
- Com esse interrogatório todo, a origem do apelido eu presumo.
- Estas suas palavras, arderam em meu ouvido, como os olhos ardem com sumo.
- Não use de todo esse lirismo, faça apenas um resumo.
- Mas voltando ao teu assunto. O que te faz mendigar nesse triste inverno? O uso excessivo do consumo?
- Acertou em cheio! Chega de perguntas sobre o meu despautério. Falando sério, o que fazes andando sozinho em pleno sábado congelante?
E num instante, seus olhares se tornaram desconsertantes.
Importuno olhou nos olhos da Fama e disse:
- Sempre sonhei em ser você. Mas ao te conhecer, a felicidade cadê?
Fama disfarçou com uma risada amarela e respondeu:
- A felicidade numa dessas esquinas morreu. E sem ela, minha alma padeceu. Corri atrás do dinheiro, mas seu tiranismo não me valeu.
E agora sigo por essas vielas escuras, chorando o que de verdadeiro era meu
!
- Meu nome é Falsidade, mas muitos me chamam de Fama!
- E o que faz perdida na rua, dormindo sem cama?
- Mas tu é um impertinente, que com essas perguntas, minha dor só inflama!
- Me desculpe, esqueci de me apresentar. Meu nome é Curiosidade, mas muitos me chamam de Importuno.
- Com esse interrogatório todo, a origem do apelido eu presumo.
- Estas suas palavras, arderam em meu ouvido, como os olhos ardem com sumo.
- Não use de todo esse lirismo, faça apenas um resumo.
- Mas voltando ao teu assunto. O que te faz mendigar nesse triste inverno? O uso excessivo do consumo?
- Acertou em cheio! Chega de perguntas sobre o meu despautério. Falando sério, o que fazes andando sozinho em pleno sábado congelante?
E num instante, seus olhares se tornaram desconsertantes.
Importuno olhou nos olhos da Fama e disse:
- Sempre sonhei em ser você. Mas ao te conhecer, a felicidade cadê?
Fama disfarçou com uma risada amarela e respondeu:
- A felicidade numa dessas esquinas morreu. E sem ela, minha alma padeceu. Corri atrás do dinheiro, mas seu tiranismo não me valeu.
E agora sigo por essas vielas escuras, chorando o que de verdadeiro era meu
!
Quebro a regra, quebro o copo
as minhas próprias, na tua cabeça
Eu desço e eu subo e ao inverso
em cima de ti apenas.
No meu olho velho, mente nova
Avisto seus cílios, mentem de novo.
Eu pisco, cerro no velho estilo 43
meus olhos em cima de ti apenas.
Violentamente e suavemente
uma puxada, um beijo cego.
Sinto o vento, sinto calor
sinto frio na barriga apenas.
Puxo conversa, ocupo minha língua
Flerto entre teus olhos e tua boca.
Me fazendo sumir, te fazendo subir
Esqueço até de mentir. Apenas
!
as minhas próprias, na tua cabeça
Eu desço e eu subo e ao inverso
em cima de ti apenas.
No meu olho velho, mente nova
Avisto seus cílios, mentem de novo.
Eu pisco, cerro no velho estilo 43
meus olhos em cima de ti apenas.
Violentamente e suavemente
uma puxada, um beijo cego.
Sinto o vento, sinto calor
sinto frio na barriga apenas.
Puxo conversa, ocupo minha língua
Flerto entre teus olhos e tua boca.
Me fazendo sumir, te fazendo subir
Esqueço até de mentir. Apenas
!
E quando se tem uma visão diferente da mesma situação banal da qual é feita a maioria dos textos já escritos? E quando se de tanto esforço para o bem tudo se converte à algo mal? E quando de tanto colocar adoçante, o morango com creme de leite fica amargo? E se hoje eu talvez quisesse amar ao invés de cultivar um ódio cego, tão cego tanto quanto outra coisa? E se hoje eu quisesse o ódio à cultivar sentimentalismo barato e gasto?
De tanto pensar, não obtive nenhum pensamento. O que consegui foram uns copos vazios, cinzeiros cheios e umas risadas desconectadas do senso real. Percebi que quando se tem uma visão nova da velha fotografia, de fato não é algo ruim, apenas não espere que haja interessados na mesma utopia. Teu papel como único é ser singular, a menos que não espere ser algo grandioso, do contrário o que pode ser lapidado é o teu meio de comunicação, persuação e manipulação. Aposto um olho que, todo mundo já reparou em algo extremamente custoso e pensou consigo "Deus meu, eu poderia fazer isso com poucas moedas. Por que não pensei antes nisso e me tornei rico?" Pois é, meu caro. Tu poderia, tu pode. Só falta tu sair desse casúlo onde tu chama de casa, cidade e sair um pouco da sua área de conforto. Se esforçar, se atirar de cara ao mundo e se expandir. Ninguém evoluí sem um esforço mental. Nem os pokemons, quem dirá você, mero mortal que visa ter uma vidinha pacata ao longo da tua terra, trabalhando pra pagar as contas e ter teu álcool no final de semana.
De tanto pensar percebi o quão errado somos em negar nossa natureza, nossos instintos e impulsos. Alguns dizem que isso se chama presunção, mas completo que uma presunção geralmente tem um 'que' de verdade, senão inteiramente. Sempre, tolos, tentando mudar o que é de cerne, sendo que não é do tronco onde sai as flores. O que tu é, o que tu viveu, é o começo do teu caminho, não há como mudar isso. O que lhe sobra é as experiências para melhorar o teu bom senso de julgamento para uma nova idéia ou novos acontecimentos.
Quanto ao ódio e o amor, vou deixar para o próximo copo vazio e outro cinzeiro cheio. Não há nada de novo. Meu ver, teu pesar. Meu peso, tua leveza. Minha tristeza, tua idéia. Minha idéia, tua solidão. Minha alegria, tua dor. Meu rosto, teu tapa. Meu tapa, tua bunda. Assim prossegue.
E o bafo precedente da chuva continua a me sufocar...
De tanto pensar, não obtive nenhum pensamento. O que consegui foram uns copos vazios, cinzeiros cheios e umas risadas desconectadas do senso real. Percebi que quando se tem uma visão nova da velha fotografia, de fato não é algo ruim, apenas não espere que haja interessados na mesma utopia. Teu papel como único é ser singular, a menos que não espere ser algo grandioso, do contrário o que pode ser lapidado é o teu meio de comunicação, persuação e manipulação. Aposto um olho que, todo mundo já reparou em algo extremamente custoso e pensou consigo "Deus meu, eu poderia fazer isso com poucas moedas. Por que não pensei antes nisso e me tornei rico?" Pois é, meu caro. Tu poderia, tu pode. Só falta tu sair desse casúlo onde tu chama de casa, cidade e sair um pouco da sua área de conforto. Se esforçar, se atirar de cara ao mundo e se expandir. Ninguém evoluí sem um esforço mental. Nem os pokemons, quem dirá você, mero mortal que visa ter uma vidinha pacata ao longo da tua terra, trabalhando pra pagar as contas e ter teu álcool no final de semana.
De tanto pensar percebi o quão errado somos em negar nossa natureza, nossos instintos e impulsos. Alguns dizem que isso se chama presunção, mas completo que uma presunção geralmente tem um 'que' de verdade, senão inteiramente. Sempre, tolos, tentando mudar o que é de cerne, sendo que não é do tronco onde sai as flores. O que tu é, o que tu viveu, é o começo do teu caminho, não há como mudar isso. O que lhe sobra é as experiências para melhorar o teu bom senso de julgamento para uma nova idéia ou novos acontecimentos.
Quanto ao ódio e o amor, vou deixar para o próximo copo vazio e outro cinzeiro cheio. Não há nada de novo. Meu ver, teu pesar. Meu peso, tua leveza. Minha tristeza, tua idéia. Minha idéia, tua solidão. Minha alegria, tua dor. Meu rosto, teu tapa. Meu tapa, tua bunda. Assim prossegue.
E o bafo precedente da chuva continua a me sufocar...
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